Galera, tem uma postagem interessante sobre minhocas e minhocário no blog da Comunidade Espiritual Era Dourada - Ashram (http://www.eradaouradaashram.blogspot.com/). Quem quiser e tem interesse, vale a pena conferir!
Da planta avisto a janela... pois cultivar no quintal é processo de inversão! É querer estar fora pra olhar pra dentro. É ter na casa um abrigo e ter no mundo a sua casa.
JARDINAGEM E MEDITAÇÃO
"Dedicar-se a um jardim requer disciplina, cuidado, paciência, persistência e amor... com a mente também". É assim que começa uma coluna publicada no Prana Yoga Journal (Edição Jun/10, pg. 41), escrita por Goura Nataraj. De acordo com o colunista, ambas as práticas nos colocam em contato com diferentes estados de consciência, uma vez que propõem um desaceleramento da mente e exigem uma capacidade de foco e abstração. Assim como a jardinagem, a meditação pode ocorrer em qualquer lugar, mesmo nos centros urbanos, em uma casa ou um apartamento. Basta vontade. Desde a antiguidade o jardim é considerado um local de aprendizado e desenvolvimento do espírito. Implica em um reconhecimento prático da dependência da lógica humana à lógica do universo. O cultivo de um jardim aproxima o ser humano dos ritmos na natureza e das leis imutáveis dos cosmos. Nesta perspectiva, dedicar-se a um jardim pode significar uma mudança no padrão de nossos pensamentos e percepções, com o potencial de libertar a mente da ansiedade e do medo, principalmente para as criancas dos grandes centros urbanos, colocando-as em contato com as coisas mais simples e importantes da vida - os ciclos da lua, o calor do sol, o sabor dos alimentos, o vôo dos pássaros, a vida e a morte. O conceito de jardinagem libertária aborda uma forma de tentar romper o ciclo de alienação ao qual somos submetidos e propõe a retomada dos espaços públicos para a criação de territórios livres, de espaços de convivência, hortas comunitárias e reflorestamento do ecossistema da cidade através do plantio de árvores nativas. Podemos começar cultivando alguns vasos, abrindo canteiros, cantando mantras, espalhando sementes e observando a cidade com um olhar mais atento. Com criatividade e ousadia, os jardins e a meditação ficam ainda mais belos.QUANTO VENENO TEM NA NOSSA COMIDA?

Esse é o título também dado a uma reportagem no site da revista época sobre agrotóxicos mostra de uma forma bem didática quais alimentos possuem agrotóxicos não autorizados, quais apresentam agrotóxico acima do limite e quais apresentam os dois problemas. Basta acessar o link e clicar sobre os alimentos:
AGRICULTURA NA CIDADE NO VEGTV Brasil
Entrevista sobre o Blog "Agricultura na Cidade" no VEGTV. É possível assistir no próprio site do VEGTV (http://veg.tv.br/ - assim mesmo, sem o www.) ou acessando o link no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=z1aIAx3WUq4).
PLANEJANDO A HORTA - ÁREA
Qual o tamanho da área? Qual o objetivo da produção? Qual o número de pessoas envolvidas? Qual a disponibilidade de tempo dessas pessoas? Quais os recursos existentes? Estes são exemplos de perguntas que devem ser feitas antes de começar a construir sua horta. Neste momento vamos enfatizar a área a ser utilizada. É muito importante fazer medições no local, descobrir se existem canos passando no chão ou na parede. Em ambientes urbanos, a escolha do local muitas vezes fica um pouco limitada, mas deve-se, na medida do possível dar preferência a locais com as seguintes características:
- proximidade de água de boa qualidade e em abundância;
- proximidade com a casa ou pessoas participantes da horta;
- área exposta ao sol o dia todo ou por pelo menos 4 horas diárias;
- distante de árvores para evitar o sombreamento e competição por nutrientes no solo;
- terrenos não sujeitos a alagamentos;
- evitar solos muito argilosos ou arenosos.
- proximidade de água de boa qualidade e em abundância;
- proximidade com a casa ou pessoas participantes da horta;
- área exposta ao sol o dia todo ou por pelo menos 4 horas diárias;
- distante de árvores para evitar o sombreamento e competição por nutrientes no solo;
- terrenos não sujeitos a alagamentos;
- evitar solos muito argilosos ou arenosos.
A figura acima mostra desenhos prévios feitos após a medição e estudo do local (antes da execução). E também mostra o trabalho final através da foto. Esta horta foi construída na Comunidade Espiritual Era Dourada – Ashram (http://eradouradaashram.blogspot.com).
Temperos Industrializados: Excesso de Sódio
Agricultura Urbana permite que nós, cidadãos urbanos, possamos aprender a produzir nosso próprio alimento. Isto nos liberta do papel de consumidores passivos e alienados da natureza, e nos permite ter maior controle sobre nossas vidas. Segundo reportagem publicada no site do jornal Estado de São Paulo, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) não recomenda o consumo de temperos industrializados em razão da alta concentração de sódio nestes produtos, tanto de temperos em pó, pasta ou tablete. Desta forma, ao consumir tempero industrializado aumentamos nossas chances de ultrapassar nosso limite diário de consumo de sódio, uma vez que provavelmente iremos ingerir outros produtos contendo este mineral ao longo do dia. Isto é um risco para a saúde, inclusive para os hipertensos e pessoas com problemas renais, por exemplo. Portanto, para substituir os temperos prontos e evitar excessos, podemos recorrer aos temperos naturais e aí voltamos à nossa produção urbana. Indo para a escala de produção caseira, a produção de ervas pode desta forma nos auxiliar a nos esquivar dos temperos industrializados além do que, as ervas são ótimas para dar aroma à comida. Quando nós, consumidores, nos sentimos atraídos por praticidade e preços baixos nas prateleiras dos supermercados, temos que estar conscientes do quanto isso realmente é benéfico ou estamos trocando a praticidade e o preço baixo por problemas que se somarão ao longo do tempo. Produzir alimento requer espaço e ao contrário do que muita gente imagina, na cidade há espaço por toda parte. Ou é horizontal ou é vertical. Basta querer. É preciso sairmos da zona de conforto e sermos mais ativos. Confira abaixo tipos de especiarias que combinam com determinados tipos de alimentos:
MINHOCÁRIO ESCOLAR
Um dia de por a mão na terra. Na escola infantil Tick & Titos, na Vila Mariana, as crianças tiveram a oportunidade de montar um minhocário com a ajuda do Grabriel da Morada da Floresta. Com certeza uma oportunidade que poucas escolas oferecem a nossos futuros tomadores de decisões!
METROPOLITAN AGRICULTURE INNOVERSITY
A Metropolitan Agriculture Innoversity (MetroAg Innoversity - Inoversidade de Agricultura Metropolitana) é uma resposta inovadora de agricultura metropolitana para os problemas existentes no sistema de produção de alimentos, aproveitando as características vantajosas de ambientes metropolitanos para suprir diversas soluções. Com o propósito de satisfazer a demanda por comida de populações metropolitanas sustentáveis, ações eficazes e imediatas para mudarem o sistema de alimentação são necessárias. A MetroAg Innoversity é uma pragmática visão para uma lógica nova e sustentável na agricultura, uma lógica para restabelecer novas conexões entre áreas metropolitanas e agricultura. É uma plataforma para dar suporte à experimentos no campo da agricultura. Em seis cidades do mundo, inclusive em São Paulo, a Innoversity (Inoversidade) vai convocar grupos envolvidos no sistema de alimentação para tomar ações mais concretas rumo a uma agricultura sustentável nas cidades. Fomentando diálogos e ações, o Innoversity servirá como um fórum para avançar as inovações na aplicação da agricultura para ajudar a chamar a atenção para desafios encontrados pelas cidades ao redor do mundo. Portanto, a Innoversity é uma rede para trocas entre cidades participantes para a co-criação de conhecimento e experiências acumuladas em cidades ao redor do mundo. É um meio para entender as diversas formas nas quais a agricultura pode ter seu papel dentro das cidades. A agricultura metropolitana pode ser aplicada em diferentes espaços e escalas. Dentro da rede MetroAg Innoversity há um potencial considerável para integrar atividades de agricultura com diversos aspectos de desenvolvimento metropolitano, a partir da função óbvia de produção de alimento até recreação, cuidado com a saúde e sistemas de administração do lixo. O objetivo do MetroAg Innoversity é transcender as barreiras convencionais e envolve a lógica de existir sistemas de agricultura para servir melhor as necessidades das residências metropolitanas. É objetivo da Innoversity ser uma plataforma de orientação para compartilhamento de conhecimento e para envolver a visão e a prática da agricultura metropolitana ao redor do mundo. Para saber mais acesse: www.metropolitanagriculture.com
O PÃO ESTÁ CONTAMINADO

Estamos no ano de 2010, ano de copa do mundo. Enquanto nos deliciamos na política do "pão e circo", o Brasil permanece defendendo o vergonhoso título de campeão mundial de uso de agrotóxico. Assim como na Roma antiga, hoje a população se distrai permanecendo passiva aos problemas que a cerca. Pior ainda é que agora o "pão" está contaminado. O Brasil tem sido o destino final do escoamento de agrotóxicos banidos em outros países. De acordo com reportagens publicadas no jornal "O Estado de São Paulo", em 30 de maio de 2010, nas lavouras do Brasil "são utilizados pelo menos dez produtos proscritos na União Européia, Estados unidos e um deles até no Paraguai". O motivo é simples. O governo deveria apressar a reavaliação destes produtos, como previsto na legislação. No entanto, a lentidão se deve ao fato de empresas de agrotóxicos e o sindicato das indústrias entraram com ações na justiça suspendendo tal procedimento. Em uma destas ações o próprio Ministério da Agricultura se posicionou contra a restrição. Só depois que as liminares foram suspensas, em 2009, é que as análises continuaram. Enquanto isso, de 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só uma decisão foi tomada: a cihexatina, empregada nas culturas de citros, será banida a partir de 2011. Até lá seu uso será permitido no estado de São Paulo. Enquanto se protela as decisões, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Ou seja, enquanto permanecem como produtos candidatos à revisão, nós consumimos o lixo que outras nações rejeitam. Da lista de 2008 três produtos aguardam a análise que deve ser feita em conjunto pelo IBAMA, Ministério da Agricultura e Anvisa. Representantes das indústrias criticam o formato de reavaliação. Dizem que não há critérios para escolha dos produtos incluídos na lista e criticam a Anvisa por falta de transparência. No entanto, seis, de sete indústrias de agrotóxicos vistoriadas pela Anvisa entre julho de 2009 e maio deste ano, tiveram a linha de produção interditada e o material apreendido por irregularidades. Os problemas vão do uso de matéria-prima vencida à alteração da fórmula registrada no país. Foram encontrados até produtos onde foram adicionas essências aromáticas, como tática para camuflar o cheiro do veneno e desta forma tornar o produto mais tolerável para o agricultor e para a população que vive no entorno das fábricas. As indústrias já analisadas têm cerca de 80% do mercado nacional. Das unidades inspecionadas só uma não teve a produção interditada. Mesmo assim, não se livrou da autuação por omissão de informações. Segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), meio pelo qual a Anvisa acompanha os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos consumidos pela população há, além do abuso de defensivos, emprego de produtos proibidos para algumas culturas. A últma avaliação revelou, por exemplo, que 64% das amostras de pimentão analisadas apresentaram uso de defensivos proibidos para a cultura, dentre eles o endossultam e o acefato, que estão sendo agora reavaliados. Mas agora não temos tempo para isso. Afinal, em alguns dias nossa seleção entrará em campo no mundial da África do Sul defendendo a nossa pátria amada, não é mesmo?
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